quinta-feira, 20 de março de 2008

asas



hoje como Dédalo, irei construir as minhas asas,
porei nelas as penas da saudade que de ti trago,
e as unirei pelo fio da esperança que me resta do teu olhar
e assim poder voar deste labirinto em que me encontro,
morto de palavras, e lentas passadas em direcção a lugar nenhum.
quero ter um rumo, uma direcção, um norte que me oriente,
nesta minha busca de liberdade aprisionada, essa tua luz que me ofusca.
voarei por este incansável mar de tormentos, para poisar ao teu lado,
e nesse momento, as minhas asas vão-te agasalhar nesta errante estrada,
sem o medo te protegeria como um anjo que vela a essência dos sonhos.
hoje como se por magia, transformaria as tuas lágrimas em pequenos sorrisos,
perpetuando, assim a vida num momento, numa pequena gravura.

sexta-feira, 7 de março de 2008

eu quero-te mulher


eu quero-te mulher para me dares as respostas para o que não tenho
eu quero-te mulher para me ensinares a exprimir-me, sem dizer meras palavras
eu quero-te mulher para que este arco-íris de cinzento pintado,
se desvaneça para sempre, da minha entrelaçada estrada
eu quero-te mulher para de novo sentir o cheiro do azul do céu que é teu olhar
eu quero-te mulher para sentir o mel que emana desejos na tua boca,
e que atónicamente me gela os sentidos
eu quero-te mulher para deglutir a caricia aveludada das tuas mãos de anjo
eu quero-te mulher para ver o teu corpo nu em contra luz numa noite de luar
vestido com que me poisas no templo da imaginação
eu quero-te mulher para poder soltar o grito da quente liberdade,
o grito mudo com que me desnudas a alma, em sonhos de mil e uma noites
eu quero-te mulher para que se sinta pelos ventos o ondular do teu cabelo,
como se de um bailado de pétalas que deslizam pela suavidade da seda se tratasse
eu quero-te mulher para que possa ser o teu fruto proibido,
que suavemente arrancas do casto pecado em que acreditas
eu quero-te mulher dizer a palavra que tanta gente não compreende
e que de tão poucos se faz compreendida.
eu quero-te mulher dizer simplesmente... o que te poderia ter dito
eu quero-te feliz.

(para ti que és mulher)

quarta-feira, 5 de março de 2008

stop & stare


This town is colder now, I think it's sick of us
It's time to make our move, I'm shakin off the rust
I've got my heart set on anywhere but here
I'm staring down myself, counting up the years
Steady hands, just take the wheel... And every glance is killing me
Time to make one last appeal... for the life I lead ~
Stop and stare
I think I'm moving but I go nowhere
Yeah I know that everyone gets scared
But I've become what I can't be, oh
Stop and stare
You start to wonder why you're 'here' not there
And you'd give anything to get what's fair
But fair ain't what you really need
Oh, can u see what I see
They're tryin to come back, all my senses push
Un-tie the weight bags, I never thought I could...
Steady feet, don't fail me now
Gonna run till you can't walk
But something pulls my focus out
And I'm standing down...
Stop and stare
I think I'm moving but I go nowhere
Yeah I know that everyone gets scared
But I've become what I can't be, oh
Stop and stare
You start to wonder why you're here not there
And you'd give anything to get what's fair
But fair ain't what you really need
Oh, you don't need
What u need, what u need...
Stop and stare
I think I'm moving but I go nowhere
Yeah I know that everyone gets scared
But I've become what I can't be
Oh, do u see what I see...
one republic
especial...

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

hoje não...


hoje não... me apetece estar aqui
a sentir o odor que a terra tem,
que no amanhecer dum novo dia
nos renova a pálida esperança
de uma nova vida, de um novo olhar.
hoje não...me apetece ver o brilho do sol,
a correria alegre duma criança na calçada da alegria
o poeta que contempla as tagides e as ninfas da loucura sadia.
hoje não...
hoje não me apetece sorrir
não me apetece ser um pássaro
que esvoaça no céu azul celeste
sem rumo, sem grades, apenas livre
hoje sim...
serei apenas uma sombra de mim
hoje apetece-me estar no negro escuro do meu canto
lambendo um pouco das feridas infringidas
sozinho... só comigo
sendo apenas uma sombra de mim
mas hoje não serei eu...

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

quem tu és?...

quem tu és?...
que em mim traz a felicidade
que a mim me embala como a aragem
que em mim me desperta a verdade
que em mim deixa um rasto de saudade
que lembrançasentida é em mim uma miragem
de gestos que não tive... quem tu és?...
quem tu és?...
flor de um qualquer selvagem jardim
que beleza maior nunca eu vi em mim
de fermosa doçura que não tem fim
maravilhoso ser que te criou assim
quem tu és? ... que morro por ti...
quem tu és?...
que de um sentimento penoso me enche
sem que tenha tempo para o respirar
a revolta de dentro de mim mexe
a vontade de poder para sempre te amar
és tu com quem quero ficar
és tu o quadro que me preenche
és tu a diva que o meu ser vai aclamar

05.98

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

tormentos


já não me sinto seguro neste céu
já não sei explicar o que sinto
quem me tira deste turbilhão sentido
quem me arrasta para la do infinito.
quem me mostra de novo a luz
essa luz que me abrasa o rosto
essa luz singela e pura de anjo iluminado.
quero de novo o luar do teu olhar
já não sei o que é correcto ou errado
quero esse sorriso que me cativa
quero sentir a tua brisa de seda aveludada
quero de novo a luz que em mim desapareceu
já não sei o que se passa à minha volta
apenas me deitar e deixar o mundo rodar

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Se um dia pudesse ser




se eu um dia pudesse ser um gesto teu
apenas um gesto, por mais simples que ele fosse
meu Deus, que gesto mais belo que o próprio céu,
esse estonteante momento de magia
que em ti explode nessa garrida alegria
de um sorriso ser o teu gesto,
esse gesto que seria o meu.

se eu um dia pudesse ser um pedacinho de ti
apenas um pedacinho, por mais ínfimo que fosse
quam luz grande em mim nasceria
e de vergonha a lua se vergaria
por não ter essa grandeza infinita
que é a beleza da luz do teu olhar.

se eu um dia pudesse ser um sentimento teu
apenas um sentimento, por mais doloroso que fosse
não escolheria o amor,
não escolheria a amizade,
escolheria a saudade,
pois no meu peito a trago,
pois em mim é amargo
esse sentimento que em nós é fado,
esse sentimento que me traz amarrado
a saudade ...
a saudade de te ter.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

procuro-te


Escondo-me por detrás dos teus velhos pensamentos
Na ânsia de encontrar a verdade perdida dos teus olhos
Saberei eu um dia encontrar em ti a espontaneidade de um sorriso?
Subo, deslizo, abraço, enrolo-me no desejo de ver a sua lua
O seu brilho, o seu reflexo nas calmas agua do mar
Mais parecem ondinas que se deleitam no prado da virtude
Compõem um poema para mim
Onde digas o meu nome
Onde me faças sentir céu, sol, esperança
Faz-me sentir que algo em ti mudou
Faz-me sentir que te faço falta
Deixa-me viajar pelo labirinto do teus sonhos
Deixa-me repoisar no mar da tua serenitude
Deixa-me respirar os teus pensamentos
Deixa-me ser as asas dos teus sonhos
Deixa-me.... não te desvanecer
Abraça-me
Mas não me ignores.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

sentimento sentido

Não vou descrever o que me resta dos sonhos
Pois esses já nem sei o que serão
Apenas quero-te dizer que me fazes falta
Desculpa a mão que me estendeste e eu não agarrei
Desculpa os sonhos da cor do arco-íris que daltonicamente esmoreceram
Não faz sentido o verbo sorrir se não te encontro
Não faz sentido olhar o mar sem a brisa dos teus lábios
Não faz sentido o céu sem a cor dos teus olhos
Nada mais faz sentido
Apenas a noite, o negrume do sofrimento
A dor de mais uma vez não acordar
A ansiedade de mais um dia
Eu sei...
Eu também sinto o mesmo mas, agora tenho que ir
O solitário caminho desta vida me aguarda
Percorrer o mundo, não dá para estar aqui
É tarde... a lua será a minha companhia.
Eu sei que um dia te encontrarei ... felicidade
(dedicado à lua)

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

BEM HAJAM AMIGOS


a amizade vivida jamais se repete
a amizade sentida jamais se esquece
bem hajam os meus amigos que portas de felicidade me abrem
será sempre como o nosso primeiro amor
para sempre agarrada ao nosso coração
por mais pequeno que ele seja
por mais rude que ele se torne,
bem hajam os meus amigos por serem pernas quando teimo em caminhar
amizade será para o eterno recordada
noutra vida, numa outra alma
a amizade será como o céu azul
por muito que as negras nuvens o escondam,
por muito que o tempo apague, ela estará lá
bem hajam os meus amigos por serem minha consiência perdida no fulgor de uma luta
para num abraço saudoso nos lembrarmos
que no frio fado fundo,
negro do fim da vida
direi com alegria,
fui, sou feliz com a tua amizade.
(aos meus amigos)